
A Prefeitura de Campo Grande mobilizou equipes de diferentes áreas para atender as ocorrências registradas após o vendaval que atingiu a Capital no fim da tarde desta quinta-feira (10). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foram registrados ventos acima de 80 km/h durante o episódio. O Inmet havia emitido aviso meteorológico para a possibilidade de ventos fortes na região. As equipes permanecem de plantão e atuam em diferentes pontos da cidade, principalmente nos locais afetados pela queda de árvores, fios e interrupções no trânsito. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) está nas ruas e mantém todas as equipes em alerta para o atendimento das ocorrências. A equipe de iluminação pública atua na retirada de fios que caíram e interditam vias, em trabalho conjunto com a Energisa. A ação exige cuidados, já que parte dos cabos pode permanecer energizada. “Estamos com nossas equipes mobilizadas para atender as ocorrências e reduzir os impactos para a população. O trabalho está sendo realizado de forma integrada, com atenção especial aos pontos que apresentam riscos e interferem na circulação”, afirma a prefeita Adriane Lopes. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua em diferentes pontos da cidade. As equipes realizam a sinalização onde semáforos deixaram de funcionar em razão de quedas de energia e nos locais atingidos pela queda de árvores sobre as vias. As equipes de manutenção semafórica trabalham na identificação dos equipamentos afetados e na retomada do funcionamento. A Agetran orienta os condutores a redobrarem a atenção e reduzirem a velocidade, principalmente nos trechos afetados. A Defesa Civil Municipal acompanha as ocorrências e encaminha as situações aos órgãos responsáveis. As equipes avaliam os pontos que apresentam risco e orientam a população sobre as medidas de segurança. “A Defesa Civil está acompanhando as ocorrências e atuando de forma integrada com os demais órgãos para atender os pontos de maior risco”, afirma o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto. A Prefeitura considera o episódio uma situação atípica e mantém as equipes mobilizadas para restabelecer as condições de segurança, circulação e funcionamento dos serviços nos pontos afetados. A população pode acionar os serviços municipais pelos telefones 153 (Guarda Civil Metropolitana), 186 (Agetran) e 199 (Defesa Civil). Em situações envolvendo fios caídos, a orientação é não se aproximar e comunicar a ocorrência para que o atendimento seja realizado com segurança.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) já iniciou o novo reordenamento viário na Região Urbana do Lagoa, com alterações na circulação de veículos no bairro Caiçara. As intervenções têm como objetivo organizar o trânsito, distribuir melhor o fluxo entre as ruas e ampliar a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres. Entre as principais alterações está a implantação de sentido único na Rua Melvin Jones e na Rua Petrópolis. As duas vias passam a funcionar de forma integrada, com cada uma atendendo a um sentido de circulação. A mudança permite distribuir melhor o fluxo de veículos e reduzir conflitos no trânsito. Na Rua Petrópolis, a alteração ocorre no trecho entre a Rua Melvin Jones e a Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho, que passa a integrar esse novo sistema de circulação. Já a Rua São Jerônimo terá duplo sentido de circulação na primeira quadra, no trecho mais próximo à Rua Melvin Jones. Com a mudança, os veículos poderão trafegar nos dois sentidos, facilitando o acesso e a ligação com as demais vias do bairro. A Rua Aniceto da Costa Rondon também faz parte do reordenamento e recebe adequações na circulação e na sinalização para acompanhar a nova configuração viária da região. Como parte das medidas de segurança, a Agetran já implantou uma travessia elevada para pedestres, que facilita a travessia e contribui para a redução da velocidade dos veículos no local. Durante a execução dos serviços, algumas vias poderão ter interdições temporárias para a implantação da nova sinalização e realização das adequações. Agentes de trânsito estarão na região para orientar os motoristas e auxiliar na organização do fluxo. A Agetran orienta quem circula pelo bairro a redobrar a atenção, observar a sinalização e respeitar os novos sentidos das vias. As intervenções integram as ações de reordenamento viário realizadas pela Agência para melhorar a fluidez do trânsito e proporcionar mais segurança aos usuários das ruas de Campo Grande.

A Coordenadoria de Proteção de Defesa Civil de Campo Grande emitiu, nesta quinta-feira (10), um alerta laranja para o risco de tempestades, com vigência a partir das 23h de hoje, até às 22h59 de sexta-feira (11). O alerta já existia anteriormente, era considerado baixo e evoluiu para risco intermediário. Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. O alerta foi feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Caso seja atingido por alguma intempérie, o munícipe pode acionar a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. Naqueles casos em que a queda total ou parcial da árvore aconteceu sobre a fiação e há riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193. #PraTodosVerem: A imagem mostra um cenário de chuva no centro de Campo Grande

A experiência de Campo Grande na modernização da gestão de medicamentos está sendo apresentada nesta quinta-feira (10), em Brasília, como referência para o avanço da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, foi convidado a apresentar ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) o processo de implantação do e-SUS Assistência Farmacêutica (e-SUS AF), sistema desenvolvido pelo Ministério da Saúde. O convite ocorre depois de a Capital se tornar o primeiro município do país a implantar integralmente o e-SUS AF, incluindo os componentes básico e de judicialização. A experiência chamou atenção não apenas pelo pioneirismo, mas pela velocidade da execução: a previsão inicial era concluir a implantação das 104 unidades em três meses, mas o processo foi finalizado em 50 dias. O titular da Sesau destaca que na Saúde Pública, tecnologia só faz sentido quando consegue resolver problemas reais e melhorar a vida de quem está na ponta. “Quando conseguimos saber o que temos em estoque, o que está sendo dispensado, onde estão as necessidades e como os recursos estão sendo utilizados, estamos falando de gestão, mas também de cuidado com as pessoas. Campo Grande aceitou o desafio de implantar o e-SUS AF, enfrentou os problemas que surgiram no caminho e ajudou a aperfeiçoar a ferramenta. É isso que vamos levar para Brasília: uma experiência construída com método, trabalho e, principalmente, com o compromisso de fazer o SUS funcionar cada vez melhor para o cidadão”, disse Marcelo Vilela. A implantação começou com uma etapa de preparação técnica, que envolveu a definição da infraestrutura própria para hospedagem da base de dados, revisão dos perfis de acesso e análise das possibilidades de integração com outros sistemas. Antes da entrada em operação, também foram revisados cadastros do CNES, feita a correspondência entre a Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) e os sistemas utilizados anteriormente, além do mapeamento e vinculação dos profissionais que atuam nas farmácias. Na sequência, as 104 unidades da rede foram mapeadas e classificadas de acordo com estoque, complexidade e características dos serviços. UPA, USF e CAPS receberam estratégias compatíveis com seus diferentes fluxos e rotinas. As equipes foram capacitadas paralelamente ao cronograma de implantação. Para a farmacêutica da Divisão de Assistência Farmacêutica da Sesau, Ariany Cândia, a mudança representa uma transformação no processo de trabalho das farmácias. “O e-SUS AF vem para modernizar os processos de trabalho dentro das farmácias. Vamos ter em nossa rotina, um controle muito melhor dos medicamentos, uma dispensação mais adequada e um sistema mais completo para acompanhar todo o percurso do medicamento, desde a gestão até a entrega ao paciente.” Uma experiência que agora é compartilhada com o país A escolha de Campo Grande pelo Ministério da Saúde para participar da implantação teve caráter estratégico. A Capital foi o primeiro município a colocar o sistema em funcionamento em infraestrutura própria e passou a contribuir, na prática, para o aperfeiçoamento da ferramenta que será utilizada em outras localidades. “Campo Grande não foi escolhida por acaso. O Ministério da Saúde reconheceu a capacidade técnica e de gestão da nossa equipe para assumir o desafio de ser pioneira na implantação do e-SUS Regulação. Desde o início, estamos contribuindo para aprimorar uma ferramenta que será utilizada em todo o Brasil. Isso mostra que Campo Grande não está apenas acompanhando a transformação digital do SUS; está participando ativamente dela, identificando soluções, corrigindo caminhos e ajudando a construir um sistema de regulação mais eficiente, integrado e transparente para o país”, destacou Marcelo Vilela. O processo também mostrou que a implantação de uma nova tecnologia não termina com a ativação do sistema. Durante a operação, a equipe identificou necessidades de ajustes e funcionalidades que foram aperfeiçoadas pelo Ministério da Saúde. A própria velocidade da implantação acabou contribuindo para a identificação de um bug e para a evolução da plataforma. Dados para decidir Um dos principais desafios identificados durante a implantação foi a necessidade de ampliar a capacidade de análise das informações produzidas pelo sistema. Os relatórios nativos do e-SUS AF foram considerados insuficientes para as necessidades de gestão do município. Como resposta, Campo Grande integrou um sistema de Business Intelligence (BI) à base de produção do e-SUS AF. Com isso, a gestão passou a acompanhar os dados da rede em tempo real, transformando as informações geradas nas farmácias em ferramenta para tomada de decisão. O painel apresentado na reunião mostra, por exemplo, informações sobre itens dispensados, pacientes atendidos, estoque, divergências e consumo mensal, permitindo uma visão mais ampla do funcionamento da Assistência Farmacêutica. Para a farmacêutica da Sesau Rosângela Gomes, que atua há 10 anos na UPA Coronel Antonino e há três décadas é servidora, a mudança também representa um processo de adaptação e aprendizado das equipes. “Estamos trabalhando em conjunto para organizar e aprimorar o processo. A experiência do dia a dia nos permite identificar pontos de melhoria e contribuir para o aperfeiçoamento do sistema. A equipe está engajada e temos uma perspectiva muito positiva com essa nova ferramenta, que vai trazer mais agilidade e organização para o atendimento.” Da tecnologia ao atendimento A proposta do e-SUS AF é substituir gradualmente sistemas anteriores, como o Hórus, e qualificar a gestão da assistência farmacêutica, com maior controle sobre entradas, saídas, estoque e dispensação de medicamentos. O Ministério da Saúde já havia destacado, durante o início da implantação em Campo Grande, que a plataforma integra bases nacionais e foi desenvolvida em modelo colaborativo com participação de estados e municípios. Para Suetônio Queiroz, gerente de Projetos de Saúde Digital do Ministério da Saúde, a experiência de Campo Grande tem importância justamente por permitir que os desafios encontrados na prática sejam incorporados ao desenvolvimento da ferramenta. “A ideia é construir soluções de código aberto, que permitam ouvir os municípios e aperfeiçoar continuamente o sistema. Isso melhora a gestão dos estoques, amplia a transparência e reduz o tempo de atendimento ao usuário.” A experiência também reforça uma estratégia que vem colocando Campo Grande em projetos nacionais de transformação digital do SUS. Em julho, a Capital já havia sido escolhida pelo Ministério da Saúde como o primeiro município de grande porte do país a implantar integralmente o e-SUS Regulação, experiência que também passou a ser compartilhada com outros municípios de Mato Grosso do Sul. Mais do que a adoção de uma nova plataforma, o caso do e-SUS AF mostra uma combinação de organização de processos, capacitação, acompanhamento em campo e uso dos dados para gestão. É justamente esse modelo que Marcelo Vilela levará ao Conselho Nacional de Saúde. “Mais do que implantar uma nova tecnologia, Campo Grande está participando da construção de uma ferramenta que poderá beneficiar milhões de brasileiros. A experiência do município ajuda a identificar o que precisa ser aperfeiçoado e contribui para que o sistema avance. É uma construção conjunta, que fortalece o SUS e pode melhorar, na ponta, o atendimento à população.”

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa as interdições programadas para esta quinta-feira (10) e sexta-feira (11) em Campo Grande. Os bloqueios ocorrem em razão de evento político, feira e festividade. A orientação é que os condutores respeitem a sinalização provisória e utilizem as rotas alternativas indicadas para evitar transtornos durante os períodos de interdição. Nesta quinta-feira (10), a Rua Madeira Branca, entre as ruas Ubuá e Mururé, será interditada das 17h30 às 22h30, para a realização de um evento político. Durante o período, os condutores poderão utilizar como rotas alternativas as ruas Ubuá e Mururé. Já na sexta-feira (11), haverá duas interdições programadas. A primeira será na Rua Armando Holanda, entre as ruas Marcos Ferrez e Rafael Hardi, das 11h às 17h30, em razão de uma festividade. As rotas alternativas serão pelas ruas Marcos Ferrez e Rafael Hardi. Também na sexta-feira, a Rua Vila Lobos, entre as ruas da Pátria e Rocha Pombo, ficará interditada das 16h às 22h30 para a realização da Feira do Baobá. Os condutores poderão utilizar as ruas da Pátria e Rocha Pombo como rotas alternativas. A Agetran orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar nas proximidades das interdições e, sempre que possível, programarem seus deslocamentos com antecedência. Resumo das interdições Quinta-feira (10/09) Rua Madeira Branca, nº 332, entre as ruas Ubuá e Mururé Horário: 17h30 às 22h30 Motivo: Evento político Rotas alternativas: Ruas Ubuá e Mururé. Sexta-feira (11/09) Rua Armando Holanda, nº 246, entre as ruas Marcos Ferrez e Rafael Hardi Horário: 11h às 17h30 Motivo: Festividade Rotas alternativas: Ruas Marcos Ferrez e Rafael Hardi. Rua Vila Lobos, entre as ruas da Pátria e Rocha Pombo Horário: 16h às 22h30 Motivo: Feira do Baobá Rotas alternativas: Ruas da Pátria e Rocha Pombo.