
O prazo para adesão ao Regulariza CG termina hoje, quinta-feira (15), oferecendo aos contribuintes de Campo Grande a oportunidade de regularizar débitos com o município em condições especiais. O programa disponibiliza descontos sobre juros e multas, tanto para pagamentos à vista quanto para quem opta pelo parcelamento. Os benefícios variam conforme o período em que a dívida foi constituída e a modalidade de pagamento escolhida. Para débitos de até 2018, o desconto pode chegar a 90% sobre juros e multas no pagamento à vista. Para dívidas de 2019 e 2020, o abatimento é de até 70%, enquanto os débitos referentes ao período de 2021 a dezembro de 2025 contam com desconto de até 50%. Também há condições diferenciadas para quem precisa parcelar os valores. O pagamento em até seis parcelas garante redução de 40% nos acréscimos; em até 12 parcelas, o desconto é de 30%; e, em até 16 parcelas, de 25%. O valor mínimo de cada parcela é de R$ 100. Débitos decorrentes de acordos anteriores não podem ser incluídos no parcelamento, sendo permitida apenas a quitação à vista. Para o diretor financeiro do município, Ricardo Dias, o encerramento do prazo reforça a importância de os contribuintes aproveitarem as condições especiais oferecidas pelo programa. “Até hoje, os contribuintes têm a oportunidade de regularizar seus débitos com condições facilitadas. O Regulariza CG foi pensado para ampliar as possibilidades de negociação e permitir que a população organize sua situação fiscal com mais tranquilidade”, destaca. A adesão pode ser feita pelo portal de parcelamento da Prefeitura de Campo Grande ou pelo WhatsApp, no número (67) 4042-1320.

Há palavras que o tempo não apaga. Uma explicação que, depois de muitas tentativas, finalmente faz sentido. Um incentivo recebido justamente quando a vontade era desistir. Uma descoberta que desperta a curiosidade e faz o mundo parecer maior do que se imaginava. Em algum momento da vida, quase sempre existe um professor por trás dessas lembranças. A sala de aula é feita de cadernos, livros, perguntas e respostas. Mas também é feita de encontros. De olhares atentos, de desafios superados e de pequenas conquistas que, embora pareçam simples naquele instante, podem acompanhar alguém por toda a vida. Ensinar é, de certa forma, participar da história de outra pessoa sem saber exatamente até onde essa presença vai chegar. Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, a Prefeitura Municipal de Campo Grande homenageia os profissionais da Rede Municipal de Ensino (REME), que, entre aulas, planejamentos e descobertas, ajudam a construir muito mais do que conhecimento: contribuem para formar pessoas, despertar sonhos e abrir caminhos. A professora Camila Cristina Czernisz Barbosa, da Escola Municipal Antônio José Paniago, conhece bem o poder dessas marcas que começam na escola e seguem pela vida. Antes de ocupar o lugar de quem ensina, ela esteve do outro lado da sala, entre os estudantes que descobrem, aos poucos, suas afinidades e possibilidades. A escolha pela docência foi amadurecendo a partir das lembranças de educadores que fizeram diferença em sua trajetória. Entre eles, a professora que a alfabetizou e uma docente de Biologia que transformava as aulas em experiências capazes de despertar a curiosidade. “Eu percebi como o ensino podia ser interessante, dinâmico e capaz de despertar a curiosidade dos alunos”, recorda. Anos depois, Camila passou a ocupar o lugar daqueles que um dia a inspiraram. E descobriu que, se algumas lições nascem nos livros, outras surgem de maneira inesperada, no meio de uma aula, durante uma conversa ou em um acontecimento que ninguém planejou. Uma dessas lembranças permanece viva em sua memória. Durante uma Feira de Ciências, um estudante apresentou seu trabalho e, ao final da atividade, fez uma declaração simples, mas carregada de significado: aquele havia sido o melhor dia de sua vida. Para quem observa de fora, poderia parecer apenas mais um evento escolar. Para aquele estudante, no entanto, havia sido um dia de descoberta, de participação e de orgulho. Para a professora, foi a confirmação de que o trabalho realizado na escola pode alcançar lugares que vão muito além do conteúdo programado. “Naquele momento, entendi que o nosso trabalho não se resume ao conteúdo. Também criamos oportunidades, despertamos interesses e ajudamos os alunos a viverem experiências que podem transformar a maneira como enxergam a si mesmos e o mundo”, relata. Talvez seja esse um dos segredos da educação: nem sempre é possível medir o tamanho de uma aprendizagem no instante em que ela acontece. Às vezes, o conhecimento se revela em uma nota, em uma atividade concluída ou em uma resposta correta. Em outras ocasiões, manifesta-se no brilho dos olhos de quem descobre que é capaz, na coragem de fazer uma pergunta ou na alegria de perceber que também pode ocupar um lugar de destaque. É por isso que a docência exige mais do que domínio de uma disciplina. Exige sensibilidade para compreender que cada estudante tem seu próprio tempo, suas dificuldades e sua maneira de enxergar o mundo. Exige disposição para experimentar novos caminhos, reformular explicações e reconhecer que ensinar também é aprender. Camila sabe que, diante de uma turma, não são apenas os estudantes que passam por transformações. O professor também se modifica. As perguntas inesperadas, a curiosidade e até as dificuldades dos alunos provocam reflexões e desafiam certezas, fazendo da sala de aula um espaço de aprendizado compartilhado. “Os alunos nos ensinam muito com as perguntas, com a curiosidade e até com as dificuldades que apresentam. Muitas vezes, eles nos fazem repensar uma explicação ou buscar uma forma diferente de trabalhar determinado assunto. Acho que ser professor também é estar sempre aprendendo”, afirma. Por trás de cada atividade que chega às mãos dos estudantes, existe ainda um trabalho que nem sempre aparece. Há o planejamento feito com antecedência, o estudo que se prolonga depois do expediente, a busca por estratégias que tornem um assunto mais compreensível e a preocupação com aqueles que precisam de um pouco mais de atenção. São gestos que nem sempre recebem aplausos, mas que sustentam o cotidiano da escola. A preparação de uma aula pode não ser vista pelos estudantes, assim como muitas das inquietações de um professor permanecem silenciosas. Ainda assim, esse trabalho se revela nas oportunidades oferecidas e nos caminhos que começam a se abrir para cada criança e adolescente. Para a professora Ana Cristina Canteiro Dorsa Lima, superintendente de Políticas Educacionais da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), a docência tem justamente essa capacidade de produzir efeitos que ultrapassam o presente. “Ensinar é semear no tempo. Cada professor da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande planta, todos os dias, sementes de conhecimento, de esperança e de transformação, que florescem nas descobertas, nas conquistas e nos sonhos de cada estudante”, ressalta. A imagem das sementes traduz a natureza de um trabalho cujos resultados nem sempre são imediatos. Uma palavra de confiança pode levar anos para revelar sua força. Uma experiência vivida na escola pode influenciar uma escolha profissional no futuro. Uma dificuldade superada com a ajuda de um professor pode se transformar na lembrança de que vale a pena tentar mais uma vez. E, quando essas lembranças retornam, muitas vezes já não nos recordamos de todas as páginas estudadas ou dos exercícios resolvidos. Recordamos quem nos incentivou, quem teve paciência para explicar novamente, quem enxergou em nós uma possibilidade antes mesmo de conseguirmos reconhecê-la. Neste Dia dos Professores, o reconhecimento se volta a esses profissionais que fazem da educação uma construção diária, entre responsabilidades, desafios, descobertas e afeto. “Nosso reconhecimento a quem ensina a ler o mundo, desperta sonhos e ajuda a construir novos futuros”, enfatiza Ana Cristina. Quando o sinal toca e os estudantes deixam a sala, a aula parece chegar ao fim. Os livros são guardados, os cadernos se fecham e os corredores, aos poucos, ficam silenciosos. Mas há aprendizados que não acompanham esse movimento de saída. Permanecem na memória, reaparecem diante de novos desafios e ajudam a orientar escolhas ao longo da vida. Porque algumas das lições mais importantes não cabem em uma prova, não terminam no último capítulo e não ficam restritas às paredes da escola. Elas seguem com cada estudante, muito depois de encerrada a aula. E, em algum lugar dessa história, há sempre um professor que ajudou a torná-las possíveis.

Projetos de empresas de diferentes segmentos econômicos foram debatidos durante a 214ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon), realizada nesta quarta-feira (14), em Campo Grande. As propostas apresentadas ao colegiado preveem R$ 25,2 milhões em investimentos fixos e a geração de 99 novos empregos diretos, por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). As propostas contemplam diferentes segmentos, como comércio atacadista de carnes, indústria de panificação, fertilizantes, transporte rodoviário de cargas e produtos lácteos. Os incentivos incluem a concessão de áreas para instalação e expansão dos empreendimentos, conforme os critérios previstos na legislação municipal. Outra deliberação foi a aprovação da baixa da cláusula de reversão da Vó Ermínia Alimentos, instalada no Polo Empresarial Paulo Coelho Machado. A medida permite que a empresa avance com mais segurança no planejamento de novos investimentos e na ampliação de sua estrutura. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a diversidade dos empreendimentos demonstra o alcance do programa e a contribuição do trabalho do Conselho para o desenvolvimento econômico da Capital. “Quando vemos esse tipo de trabalho, temos a satisfação de perceber que o Prodes está gerando resultados. Estamos acompanhando empresas de diferentes portes e segmentos, que buscam crescer, investir e ampliar suas operações em Campo Grande.” Durante a reunião, o secretário propôs duas iniciativas para aproximar o Codecon do setor produtivo: a realização de reuniões itinerantes nas instituições e entidades que compõem o Conselho e a organização de visitas técnicas dos conselheiros aos polos empresariais e às empresas beneficiadas pelo programa. A proposta é ampliar o conhecimento sobre a realidade dos empreendimentos, acompanhar os investimentos e identificar demandas relacionadas à infraestrutura e ao funcionamento dos polos empresariais. Ademar também propôs a apresentação de um relatório das atividades realizadas no âmbito do Prodes à Câmara Municipal, com o objetivo de fortalecer o diálogo institucional sobre as políticas de desenvolvimento econômico. Empresas destacam oportunidades de expansão Entre os empreendimentos que buscam incentivos está a Oscarpes Fertilizantes Ltda., representada pela CEO e sócia Taina Carpes Ely. O projeto prevê investimento de R$ 5 milhões e a criação de 20 novos empregos diretos. “Estamos muito felizes em ter essa oportunidade de trazer nossa fábrica para Campo Grande. A cidade é um grande corredor para o agronegócio, tem um mercado importante e oferece condições para fazermos a região crescer, gerar empregos e trazer inovação e tecnologia para o setor.” A Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte e Leiteira e da Agricultura Familiar (Cooplaf) também apresentou proposta para a implantação de um laticínio, com investimento previsto de R$ 3,2 milhões e geração de 15 empregos diretos. Segundo a presidente da cooperativa, Maria Neuzira Cardoso da Silva Garcia, a iniciativa deve fortalecer a cadeia produtiva do leite e ampliar as oportunidades para a agricultura familiar. “A concessão da área vai trazer desenvolvimento econômico para a agricultura familiar e para os produtores que trabalham com a atividade leiteira. Além de gerar empregos, o laticínio vai aquecer a economia da produção de leite no município e fomentar a renda das famílias beneficiadas.” Incentivos e acompanhamento dos empreendimentos A pauta também incluiu a análise de processos relacionados à manutenção e à regularidade dos incentivos concedidos pelo município. Entre eles, esteve o pedido de baixa da cláusula de reversão referente à empresa Vó Ermínia Alimentos, instalada no Polo Empresarial Paulo Coelho Machado desde 2011. Para o gestor Gabriel Ferreira Galvanin, a medida representa uma oportunidade para ampliar os investimentos na estrutura da empresa, que atua no segmento de alimentos e expandiu sua presença para outros estados. “Agora conseguimos investir mais no imóvel e ampliar a estrutura, que já está precisando de melhorias. Mesmo depois de cumprirmos os compromissos, ainda havia o receio de uma possível reversão. Saímos daqui mais tranquilos, com a perspectiva de ampliar a operação e oferecer mais conforto para quem trabalha conosco.” A empresa tem origem familiar e iniciou suas atividades com a produção rural, passando posteriormente pela incubadora municipal, onde conseguiu estruturar a atividade industrial. Atualmente, atende mercados de 11 estados brasileiros. A reunião contou ainda com a participação de representantes do poder público e de entidades ligadas ao setor produtivo. O vereador Neto Santos destacou a importância do diálogo entre os representantes públicos e os empresários para criar condições favoráveis à geração de emprego e renda. “Precisamos garantir equilíbrio entre o desenvolvimento das empresas e a valorização dos trabalhadores. Campo Grande vive um momento de oportunidades, impulsionado também pela Rota Bioceânica, e precisamos preparar nossa mão de obra e planejar o futuro.” O Codecon reúne representantes do poder público e da sociedade civil para analisar os pedidos de incentivos econômicos, acompanhar os compromissos assumidos pelos empreendimentos e contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Campo Grande.

Transformar receitas saborosas em oportunidades de renda e incentivar a autonomia financeira das mulheres. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semu) encerrou, nesta quinta-feira (15), o curso de pavê de bolacha e bolo de pote, realizado na Casa da Sopa, no Jardim Inápolis, em Campo Grande. A capacitação reuniu 15 mulheres, incluindo moradoras do Jardim Aeroporto, que aprenderam novas técnicas para preparar doces e descobriram possibilidades de negócio. Durante as aulas, as participantes colocaram a mão na massa e aprenderam a preparar sobremesas que podem ser comercializadas em diferentes espaços, como escolas, lanchonetes e outros estabelecimentos. Além de compartilhar conhecimentos culinários, a iniciativa buscou mostrar como habilidades desenvolvidas na cozinha podem se transformar em uma fonte de renda para as famílias. Responsável pelo curso, Jane Clara Arguello destacou a satisfação das participantes e as oportunidades que a capacitação pode abrir para quem deseja começar a empreender. “Eu vim aqui dar um curso de pavê de bolacha e bolo de pote, bem gostoso, de pêssego. As pessoas saíram muito felizes e podem ser empreendedoras, fazendo os bolos para vender nos colégios, nas lanchonetes, colocando o empreendedorismo em prática”, afirmou. Qualificação perto de casa A participação das mulheres e a satisfação demonstrada ao longo das aulas reforçaram a importância de levar oportunidades de qualificação para perto das comunidades. A proposta da Semu é que ações desse tipo sejam realizadas mensalmente no Jardim Inápolis, ampliando as oportunidades de aprendizado e incentivando o empreendedorismo feminino na região. A iniciativa busca facilitar o acesso das moradoras a novos conhecimentos e estimular o desenvolvimento de atividades que possam ser realizadas a partir de casa, contribuindo para a autonomia financeira e a geração de renda. Com ações como essa, o aprendizado vai além da receita: representa a possibilidade de desenvolver novas habilidades, conquistar independência financeira e transformar o conhecimento em oportunidades de trabalho.

A Prefeitura de Campo Grande reagendou, devido às condições climáticas desfavoráveis, a assinatura da Ordem de Serviço para obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Jardim São Conrado para a próxima segunda-feira (19). A assinatura, que aconteceria nesta tarde, está marcada para as 8h de segunda, e será feita no mesmo endereço divulgado anteriormente. Nesta etapa, serão atendidas 13 vias: ruas Antônio Ignácio de Souza, Internacional, Vitória Zardo, Jandaia do Sul, Livino Godoy, Major José Pinto, Ouro Preto, Pedra Negra, Planaltina e Sargento Jonas Sérgio de Oliveira, além das travessas A, Doutor Torres e Major Gama. Além das obras desta etapa, que totalizam um investimento de R$ 13,4 milhões, a região receberá mais obras de asfalto e drenagem, com a execução da primeira etapa das obras e investimento de R$ 9,9 milhões. O processo está na fase de trâmites administrativos para emissão da Ordem de Serviço. Somados, os investimentos previstos para o bairro chegam a R$ 23,4 milhões. O Jardim São Conrado está localizado na Região Urbana do Lagoa, que concentra R$ 109,5 milhões em investimentos em obras de pavimentação e drenagem de águas pluviais. Ao todo, estão previstos 40 quilômetros de asfalto e intervenções em mais de 49 ruas. SERVIÇO O quê: Assinatura da Ordem de Serviço para obras de pavimentação asfáltica e drenagem no Jardim São Conrado. Quando: Segunda-feira (19), às 8h. Onde: Travessa Major Gama, nº 39, Jardim São Conrado. #PraTodosVerem: A foto mostra uma equipe trabalhando em obras de drenagem